Capítulo 8

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A voz começou a murmurar, “O q-u-e-e-e? Você quer que eu vá junto contigo?… Onde? Onde você vai me levar? Para o inferno, você diz. Para o inferno do calor lancinante. Quem… quem é você, maldito? Quem pode ser você a não ser…”

O aprendiz, dissolvendo pigmento, sentiu suas mãos pararem. Ele olhou com medo para o rosto do seu mestre. Não apenas a pele ficou branca, mas gotas grandes de suor escorriam, e a boca seca ficou bem aberta como se preparasse para respirar. Ele viu algo se movendo, e era a língua de Yoshihide. A voz vinha de sua boca.

“Quem pode ser você – você, maldito! O que é isto? Você veio para me mostrar o caminho? Você quer que eu te siga. Para o Inferno! Minha filha está me esperando no inferno!”

O aprendiz desesperado, tentou acordar Yoshihide, e até jogou água em seu rosto, mas ele continuou, “Estou esperando por você. Depressa, pegue a carruagem. Venho junto ao inferno!”

Yoshihide acordou, e um tempo depois voltou a si. Sem uma palavra de gratidão, ordenou ao aprendiz, “Estou bem agora. Saia daqui”.

Isto não foi o pior de Yoshihide. Um mês depois ele chamou outro aprendiz. Yoshihide disse, “Desculpe, preciso que você fique pelado. Quero ver uma pessoa acorrentada. Lamento por isto, mas vai demorar só um pouco”.

O aprendiz me contou depois, “Achei que o mestre tinha ficado louco e que iria me matar”. Yoshihide arrastou um cadeado estreito de ferro e colocou nas costas do aprendiz, puxando os braços para trás e colocando-os na corrente. Depois deu um empurrão e jogou o jovem ao chão.