Capítulo 11

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E você realmente não pode dizer que isto estava fora de questão. Parece que o único propósito de Yoshihide chamar o aprendiz era ver a coruja sobre ele e desenhá-lo tentando escapar. Portanto, quando o aprendiz viu seu mestre trabalhando, ele sentiu suas mãos se levantarem para proteger sua cabeça e ouviu um grito incoerente escapar de sua garganta. No mesmo instante Yoshihide gritou e pulou, e houve o barulho de algo caindo. O aprendiz coberto de terror se levantou novamente para ver que a sala tinha ficado completamente escura, e ele ouviu a voz zangada de Yoshihide chamando outros aprendizes.

Alguém respondeu, e logo um aprendiz correu com uma lanterna. Ele viu a coruja, batendo uma asa, aparentando dor. No outro lado da mesa, Yoshihide estava se levantando e murmurando algo incompreensível. E não é para menos! Aquela cobra preta estava firmemente enrolada na coruja, do pescoço até o rabo. Os dois aprendizes interromperam a cena bizarra e, com um gesto do mestre, eles saíram da sala. O que aconteceu depois com a coruja e a cobra, ninguém sabe.

Estes não foram os únicos incidentes. Yoshihide continuou a aterrorizar seus aprendizes continuamente. Chegou num ponto, entretanto, que algo parecia interferir no trabalho do quadro. Uma camada ainda maior de melancolia se estabeleceu sobre ele, e ele falava com seus assistentes em tons cada vez mais duros.

O quadro estava talvez oito décimos terminados, mas não mostrava nenhum sinal adicional de progresso. Ninguém sabia o que ele estava achando tão difícil no quadro, e mais ainda, ninguém queria perguntar. Perturbados por aqueles incidentes, seus aprendizes sentiam como se estivessem trancados numa cela com um tigre ou um lobo, e tentavam manter distância de seu mestre.