Estratégia 36 – Fuga – a melhor trama

Se nada mais dar certo, fugir é uma excelente opção. Não há nada de errado em se retrair hoje, para poder batalhar amanhã.

Melhor fugir e se organizar para tentar novamente outro dia, do que perder totalmente.

Há várias fugas na história, mesmo dos maiores generais.

Na China, Mao Tsé-tung e o seu exército do Partido Comunista foi encurralado pelas forças nacionalistas, em 1935. Para escapar da destruição, os comunistas empreenderam uma fuga estratégica e épica de cerca de 10 mil quilômetros através do interior inóspito da China. Anos depois ele viria a assumir o poder da nação.

O grande Napoleão fugiu do Egito, em 1799, após uma batalha mal sucedida. Abandonou a tropa à própria sorte e retornou à segurança, na França. Nem por isso, deixou de ser um admirável general, e liderou uma série de confrontos conquistando quase toda a Europa nos anos seguintes.

No Brasil, uma fuga extremamente impactante foi a da família real portuguesa, que chegou em terras verde-amarelas em 1808 (fugindo de Napoleão). O Brasil era uma colônia, sem moeda, sem banco, sem nada. A chegada da família real trouxe o status de centro da coroa para Brasil, desenvolvimento econômico e aceleração da independência.

No âmbito pessoal, não conseguimos vencer todas as batalhas. Às vezes, é melhor parar, voltar para casa e descansar, pensando no dia seguinte.