Estratégia 30 – O convidado no papel do anfitrião

Quando o anfitrião é fraco, e o convidado, forte, este assume o papel de anfitrião e conduz a cerimônia.

Exemplo. Entrevistas com políticos experientes. Independente da pergunta que o jornalista faz, o político vai responder o que for melhor para ele.

Numa partida de futebol, há ocasiões em que o time da casa é dominado pelo visitante, e aí, o terreno que deveria ser favorável torna-se traiçoeiro: a torcida da casa passa a vaiar o próprio time.

Este é um complemento da estratégia 15, “Atrair o tigre para fora de sua toca”. Seria o equivalente a subjugar o tigre em sua própria toca.

Em consultoria, este é um papel mais ou menos comum. Os consultores normalmente são contratados a um valor alto, para fazer boas análises e dar boas opiniões. Porém, há uma desvantagem enorme em relação aos funcionários da contratante: o consultor pouco ou nada conhece dos detalhes do negócio.

Mesmo sem conhecer o negócio, não raro o consultor consegue impor alguns dos seus pontos, baseados em lógica, benchmark de mercado, e também para fazer valer a sua contratação.

Eu, particularmente, gosto muito de entender o máximo possível dos detalhes, antes de dar alguma opinião. Aí sim, muito embasado em dados e conhecimento, sugerir caminhos possíveis.

Uma última dica, para convidados assumindo o papel do anfitrião: encontre quick wins. Alguma coisa simples e impactante, que em pouco tempo vá conquistar o pessoal de casa. Isso dará tempo para que o forasteiro consolide a sua posição.