Estratégia 27 – Fingir-se de louco, mas manter-se são

É melhor fingir que não sabe e não tomar providência do que fingir que sabe tudo e se meter em um situação que não é possível contornar. Melhor fingir-se tolo numa situação difícil e se preparar para um momento posterior.

O imperador romano Cláudio era figura pouco destacada. Era coxo e gago. Não demonstrava nenhuma aptidão política.

Quando os legionários assassinaram o seu predecessor Calígula, encontraram Cláudio escondido atrás de uma cortina. Cláudio foi poupado, porque parecia bobo, inepto, daria um imperador fantoche perfeito.

Mas, por trás da aparência, Cláudio era um homem estudado, bem educado, brilhante governante e estrategista, retomando o poder quando as circunstâncias foram favoráveis.

O seu governo foi brilhante na parte política e militar.

A Coreia do Norte faz bem o papel de fingir-se de louca e irresponsável (talvez seja mesmo).

O presidente americano Donald Trump também sabe jogar bem este jogo. Faz inúmeras ameaças, cumpre algumas, volta atrás em outras, de modo que nunca se sabe se ele está falando a verdade ou apenas tentando obter alguma vantagem em negociação.

É notoriamente sabido, na Teoria dos Jogos, que alguém imprevisível é pior de enfrentar do que alguém previsível. Se você tem um nome a honrar, uma posição a defender, o oponente vai saber disso e vai utilizar a sua inflexibilidade como poder de barganha. Já aquele que nada tem a perder, que tem fama de maluco, pode ir para qualquer lado.

Eu, normalmente, sou uma pessoa ponderada e paciente. Porém, quando percebo que outra pessoa está folgando, revido à altura. Dificilmente a pessoa repete o mesmo comportamento.